FisicaNet - Prof. Alberto Ricardo Prass
REAL NEWS A ESCURIDÃO NÃO SE COMBATE ... SE ILUMINA!
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Como um computador analógico do tamanho de um caminhão desenvolvido pelo NIST na década de 1950 auxiliava na previsão de precipitação radioativa de testes nucleares.

Computador analógico para previsão de precipitação radioativa
Computador analógico portátil desenvolvido para prever a dispersão de precipitação radioativa.

Resumo

Quão "seguro" é testar uma bomba atômica? A poeira radioativa levada pelo vento ou as nuvens de chuva carregadas colocarão em risco vidas ou plantações em regiões habitadas? O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) desenvolveu na década de 1950 um computador analógico "portátil" para auxiliar na previsão da precipitação radioativa de uma explosão nuclear.

O padrão de precipitação aparecia instantaneamente no osciloscópio após os dados meteorológicos e o tamanho e tipo da bomba serem informados ao computador através do ajuste de mostradores. Em se tratando de computadores daquela época, "portátil" significava que ele cabia em um caminhão!

O contexto tecnológico e científico

O desenvolvimento de computadores analógicos especializados representou um marco importante na engenharia e na física aplicada durante o período de intensificação dos testes nucleares. Em vez de depender exclusivamente de cálculos manuais demorados, os pesquisadores podiam simular o comportamento de partículas radioativas dispersas na atmosfera em tempo real.

A máquina utilizava circuitos eletrônicos e componentes ajustáveis para simular equações diferenciais complexas associadas ao movimento de massas de ar, ventos e à taxa de deposição de materiais radioativos no solo.