FisicaNet - Prof. Alberto Ricardo Prass
REAL NEWS A ESCURIDÃO NÃO SE COMBATE ... SE ILUMINA!
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Usando dados coletados entre 2016 e 2026, a colaboração CMS no CERN registrou pela primeira vez o espalhamento entre léptons emitidos por prótons.

Visualização de evento de espalhamento lépton-lépton no experimento CMS
Visualização de evento registrando o espalhamento entre léptons em colisões próton-próton no detector CMS.

Resumo

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) operou essencialmente como um colisor de léptons em um novo marco para a física de partículas. A colaboração CMS relatou a primeira observação bem-sucedida de espalhamento entre dois léptons — compreendendo pares elétron-elétron ou múon-múon — emitidos diretamente por prótons.

O resultado foi obtido por meio da análise rigorosa de um amplo conjunto de dados coletados pelo detector CMS ao longo de uma década, englobando o período de 2016 a 2026.

O experimento e seu significado

Tradicionalmente conhecido por acelerar e colidir hádrons (prótons e íons pesados em altas energias), o LHC demonstra com este resultado uma versatilidade inesperada. Embora os prótons sejam o foco principal das colisões diretas, a nuvem eletromagnética que os envolve permite estudar interações típicas de colisores de léptons puros.

A observação do espalhamento entre léptons emitidos por prótons abre novas perspectivas para testes de precisão do Modelo Padrão da física de partículas e para a busca de novas física além dele, aproveizando ao máximo a enorme luminosidade integrada acumulada pelo acelerador do CERN.