FisicaNet - Prof. Alberto Ricardo Prass
REAL NEWS A ESCURIDÃO NÃO SE COMBATE ... SE ILUMINA!
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O Brasil planeja contar com dois supercomputadores voltados ao desenvolvimento de inteligência artificial, impulsionando a infraestrutura e a soberania tecnológica do país.

Placa com logotipo da Nvidia representando o investimento em supercomputadores para IA
Um dos supercomputadores planejados deverá utilizar componentes de tecnologia avançada, como chips da Nvidia.

Resumo

O governo brasileiro anunciou novos investimentos voltados à inteligência artificial (IA) que preveem a aquisição de dois supercomputadores. As iniciativas integram o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que destina R$ 23 bilhões até 2028 para ampliar a infraestrutura tecnológica, capacitar profissionais e promover a soberania digital do país.

Tecnologias americana e chinesa

Modificando o planejamento inicial de contar com apenas uma máquina, o governo optou por investir em dois supercomputadores associados a potências tecnológicas globais. O primeiro equipamento usará componentes norte-americanos, com custo estimado em R$ 1 bilhão. Embora o edital não restrinja a uma única marca, a expectativa inicial é utilizar chips de IA da Nvidia, sem descartar fornecedores como AMD e Intel, desde que entreguem a capacidade de processamento necessária dentro do orçamento. A máquina deve estar disponível no final de 2027 para pesquisas de empresas privadas, universidades e órgãos públicos.

O segundo supercomputador virá de uma parceria com a Huawei e a iFlytek, com aporte de R$ 1,276 bilhão distribuído ao longo de cinco anos, contemplando o provável uso do Atlas 950 SuperPod. O acordo conta com a participação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para capacitar 5 mil profissionais e desenvolver softwares nacionais, incluindo um modelo de IA treinado em português com previsão de início para meados de 2027.

Chips e nuvem brasileira

Além dos supercomputadores, foram anunciadas parcerias com entidades da Espanha, lideradas pelo Instituto Eldorado e pela Unicamp, para formar profissionais na criação de chips baseados na arquitetura aberta RISC-V. O projeto de soberania tecnológica também engloba a criação de um serviço em nuvem nacional — envolvendo o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) e o Serpro — e a fundação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável para auditoria e mitigação de vieses.