Questão 132
A maioria das pessoas fica com a visão embaçada ao abrir os olhos debaixo d’água. Mas há uma exceção: o povo moken, que habita a costa da Tailândia. Essa característica se deve principalmente à adaptabilidade do olho e à plasticidade do cérebro, o que significa que você também, com algum treinamento, poderia enxergar relativamente bem debaixo d’água. Estudos mostraram que as pupilas de olhos de indivíduos moken sofrem redução significativa debaixo d’água, o que faz com que os raios luminosos incidam quase paralelamente ao eixo óptico da pupila.
GISLÉN, A. et al. Visual Training Improves Underwater Vision in Children. Vision Research, n. 46, 2006 (adaptado).
Alternativas
A)
da intensidade luminosa incidente na retina.
B)
da difração dos feixes luminosos que atravessam a pupila.
C)
da intensidade dos feixes luminosos em uma direção por polarização.
D)
do desvio dos feixes luminosos refratados no interior do olho.
Correta
E)
das reflexões dos feixes luminosos no interior do olho.
1. Quando submerso em água, a refração na córnea diminui consideravelmente devido à proximidade dos índices de refração, gerando desfoque.
2. Ao reduzir o diâmetro da pupila, o olho funciona como uma câmara estenopeica, selecionando apenas os raios paraxiais.
3. Esses raios sofrem menor ângulo de incidência e menor desvio refrativo, minimizando o círculo de desfoque na retina.
4. Portanto, a melhora na acuidade visual explica-se fisicamente pela diminuição do desvio dos feixes luminosos refratados no interior do olho.
Alternativa (D).